Homologação da Carteira de Projetos

Publicado em: 03/11/2020
Autor: Silvia de Souza Leão
Assunto: Eventos
Tempo de leitura: 6 minutos

O evento contou com a participação no espaço virtual de 123 participantes, incluídos, além dos convidados institucionais, os coordenadores de projetos da Carteira, na sua grande maioria – que puderam ouvir diretamente das agências de financiamento as perspectivas de apoio às suas propostas.

A BioTec-Amazônia, em conjunto com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos – CGEE, realizou, no dia 29 de outubro de 2020, a 2ª Oficina Centro de Desenvolvimento Regional de Homologação da Carteira de Projetos – CDR/Pará Região Metropolitana de Belém (RMB). A Oficina foi destinada à Homologação da Carteira de Projetos CDR/Pará (RMB) onde buscou a interação entre os atores, com o intuito de apresentar os pesquisadores responsáveis pelos 106 projetos selecionados que constam na Carteira de Projetos BioTec-Amazônia e na Carteira CDR/Pará (RMB) para diversos representantes de instituições de ensino superior e institutos de pesquisa, dos Governos Federal, Estadual e Municipal e de Federações empresariais.

2ª Oficina CDR/Pará (RBM) ocorreu na sede da BioTec-Amazônia
(Imagem: Ascom CDR Pará)

O evento teve a plena participação dos convidados, todos representantes das instituições parceiras da ação, com destaque, para as Agências de Financiamento (locais, regionais e nacionais), Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e Secretarias de Estado, cuja manifestação pública foi explicitamente favorável à Carteira de Projetos CDR em bioeconomia, encaminhadas pela BioTec-Amazônia (gestora local do CDR/Pará-RMB), com demonstração de compromisso e interesse de apoio à iniciativa. Além da FAPESPA, também estiveram presentes representantes do Banco do Estado do Pará (BANPARÁ), da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), dentre outras, e que, na ocasião realizaram pronunciamentos favoráveis a essa parceria.

Diretor-Presidente da BioTec-Amazônia e Coordenador do CDR/Pará, Professor José Seixas Lourenço conduziu, junto com o Presidente do CGEE, Marcio Miranda, a 2ª Oficina CDR/Pará.
(Imagem: Ascom CDR Pará)

Em atenção aos cuidados que o momento requer, no que concerne a um novo ciclo de contágio da COVID-19, em Belém, a direção da BioTec-Amazônia, de comum acordo com o CGEE, decidiu realizar em plataforma virtual da Universidade da Amazônia (UNAMA), a fim de garantir a saúde de todos. A programação contou com a participação da equipe CDR/Pará e com a presença, em Belém, no Presidente do CGEE, Marcio Miranda, além de contar com apresentações virtuais dos participantes.

Para Marcio Miranda, os resultados dessa parceria são relevantes. “Talvez destacar a partir de todos os depoimentos, de todas as falas que nós tivemos durante essa manhã, a capacidade do Estado do Pará e dos entes que atuam na Amazônia permitem que projetos em pró-desenvolvimento possam ser concebidos e executados na região. Em particular, eu queria saudar e alinhar as palavras de todos, mas em especial, a Superintendente da Sudam que percebe exatamente o tamanho das possibilidades que existem aqui para fazer política pública. Aproveito a oportunidade para agradecer a sua equipe por esse belíssimo trabalho de articulação”.

Adilson Freitas Dias, Superintendente de Planejamento do Banpará,
representando o Presidente do Banco.
(Imagem: Ascom CDR Pará)

No total, estiveram presentes no espaço virtual da reunião 123 participantes, incluídos, além dos convidados institucionais, os coordenadores de projetos da Carteira, na sua grande maioria – que puderam ouvir diretamente das agências de financiamento as perspectivas de apoio às suas propostas. Após análise realizada pelo CGEE, e homologado 65 projetos de pesquisa, os autores das propostas puderam participar, de maneira virtual, de reunião com membros da equipe CDR/PA (RMB) e do CGEE. O encontro ocorreu no dia 14 de outubro de 2020 e teve por objetivo orientar e esclarecer os pesquisadores sobre o preenchimento do Plano de Projetos. Como também ocorreu reunião, no dia 15 de outubro, com os autores dos 41 projetos selecionados para Carteira BioTec-Amazônia, com presença virtual, visando ao esclarecimento da formação do Portfólio BioTec-Amazônia e preenchimento do Plano de Trabalho. Todos participaram virtualmente da 2ª Oficina CDR.

Carteira de Projetos – Durante a reunião, Juarez Quaresma, Diretor Científico da Fapespa, que estava representando o titular da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), Professor Carlos Maneschy, explicou aos presentes sobre a qualidade dos projetos selecionados e que, após reuniões com a BioTec-Amazônia, recebeu e pode analisar o conteúdo da Carteira de Projetos BioTec-Amazônia e a Carteira CDR/Pará (RMB). “Numa dessas reuniões nós recebemos, da BioTec, uma lista de projetos, que teriam na verdade potenciais interesses do Estado e nas mais diversas áreas de conhecimento desde a bioeconomia, passando por novos fármacos, desenvolvimento de kits diagnósticos, de novas tecnologias aplicadas e, desses 30 projetos, eu acho que é o que talvez eu como Diretor Científico da Fundação posso contribuir mais com essa reunião, eu posso afirmar que cerca de 80% deles são elegíveis para financiamento da Fundação”, disse Juarez.

Louise Campos Löw, Superintendente da Sudam –
Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia.
(Imagem: Ascom CDR Pará)

Quem também esteve no encontro virtual foi Adilson Freitas Dias, Superintendente de Planejamento do Banpará, representando o Presidente do Banco. Adilson explicou que o Banpará, a partir de 2021, terá uma equipe voltada para o fomento à inovação. “Vamos montar uma equipe especialmente para tratar desse assunto. Isso implica em uma mudança da cultura interna do Banco, uma mudança do nosso modelo de negócios, nosso modelo organizacional, e há uns 15 dias o Presidente determinou a criação de um escritório de bioeconomia, não só exclusivamente voltado para a bioeconomia, nós vamos também atuar na área de tecnologia da informação, e o papel desse escritório é começar a formatar produtos de fomento à inovação. E, para isso, nós temos contado com algumas parcerias estratégias que eu destaco aqui a Organização Social BioTec-Amazônia. Inclusive nós seremos vizinhos, eu estou me mudando para o PCT Guamá”, ressaltou Adilson.

Louise Campos Löw, Superintendente da Sudam – Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, nomeada para o cargo no mês de setembro de 2020, avaliou de forma positiva esse trabalho feito pela BioTec-Amazônia. Natural de Belém, a gestora é Auditora Federal de Finanças e Controle da Secretaria do Tesouro Nacional – STN, do Ministério da Economia, desde 2004. Na 2ª Oficina CDR/Pará, relatou que a Sudam está retomando a articulação com diversos atores. “Eu tive a felicidade de receber o Professor Seixas aqui, já temos a carta de intenção de vocês, da BioTec, já está em avaliação, vi que são projetos maravilhosos, a gente precisa, sim, fechar parcerias, nós vamos fechar boas parcerias. Eu fico realmente feliz de ver que a nossa região tem projetos voltados para a biotecnologia, projetos realmente sólidos. Estamos abertos a recebê-los para conversar, trocar uma ideia, e creio eu são completamente capazes de levar as políticas públicas para a sua efetividade.”

Representando os dirigentes das instituições de ciência e tecnologia, o representante do Fórum de Instituições de Educação Superior e Pesquisa do Pará (Fiespa) e Reitor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) Professor Marcel Botelho, onde pode externar a confiança na iniciativa, conduzida, coletivamente, pelas equipes do CDR/Pará (RMB) / BioTec-Amazônia. “O nosso Fórum, em primeira ordem, deu total apoio ao projeto CDR, e nós esperamos, cada vez mais, contribuir com a seleção, não só dos temas, mas também dos próprios projetos. Sabemos que houve certa correria natural, nós precisávamos colocar esse projeto a frente. Parabéns pela sua liderança Professor Lourenço, parabéns para o Professor Alex, pela coordenação desse projeto”.

Equipe CDR/Pará (RBM) e Marcio Miranda, do CGEE.
(Imagem: Ascom CDR Pará)

O CDR – Os Centros de Desenvolvimento Regional são estruturas flexíveis de articulação e gestão, criados por iniciativa do Ministério da Educação – MEC e gerenciados, em nível nacional, pela organização social Centro de Gestão e Estudos Estratégicos – CGEE, tendo por objetivo mobilizar as competências disponíveis nas instituições de ciência e tecnologia regionais (universidades e institutos de pesquisa) para, ao lado das forças políticas e sociais, pensar, fomentar, apoiar e viabilizar iniciativas empreendedoras, públicas ou privadas, localizadas nos respectivos territórios, tendo por fundamento o uso de saberes e tecnologias disponíveis e a geração de inovação de processos e produtos que contribuam ao desenvolvimento socioeconômico local.

Esse é o primeiro projeto-piloto CDR na região amazônica e que se predispõe a apoiar a organização de uma agenda de ações das instituições de base técnico-científica, no sentido de atender ao interesse do desenvolvimento de suas regiões. A criação dos CDRs também conta com a participação de representação parlamentar, via Centro de Estudos e Debates Estratégicos (CEDE) da Câmara dos Deputados, e de outras instituições de fomento ao ensino, à pesquisa, à ciência e à tecnologia no Brasil, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e as fundações de amparo à pesquisa (FAP) dos Estados. Tais representações partem do pressuposto de que as unidades de Ensino Superior e as demais instituições de ciência e tecnologia precisam ter papel preponderante no processo de geração do desenvolvimento regional.